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riscos_e_rabiscos

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Sopro de velas insólito.

O meu irmão fez anos no sábado. O tempo não está para festanças porque não há dinheiro mas também não há necessidade de deixar passar em branco um aniversário. E eu jamais permitiria que isto acontecesse, ainda pra mais o meu irmão sente-se o parente pobre da família: ele acha que a família não se lembra dele, que nunca o convida e o inclui em nada, e que nem tem direito a prendas (quer de anos ou Natal).

 

E eu até compreendo isto que ele sente. Antes era o bijuzinho da família mas depois cresceu. E de menino fofinho e lindinho passou a adolescente e depois a adulto. O processo normal de crescimento.

 

Mas continuando, fiz um lanchinho na minha casa para meia dúzia de pessoas mais chegadas. Fiz uns docinhos, umas sandochas, um granda pão com chouriço (obra do N.) e um bolo de aniversário de chocolate.

Estivémos todos em amena cavaqueira e a atacar a mesa até à hora de cantar os parabéns e apagar as velas. Montei as velas no bolo, o foguete (ou lá como se chama e que ainda por cima estava falido!), apaguei as luzes e começámos todos: parabéns a você... lá lá lá lá... e, de repente, mesmo na hora H o meu irmão recebeu um telefonema. Em vez de ignorar, atendeu o telefone e pisgou-se dali para falar...

 

Isto é mesmo coisas à meu irmão!!! Mas quem é que já viu alguém que, na hora de apagar as velas, resolve pisgar-se para atender um telefonema?!? Eu sei que há pessoas que não querem apagar as velas para não fazerem mais um ano mas esse é um processo irreversível.

Ora eu, pasmada com esta atitude, fui atrás domeu irmão de máquina fotográfica em punho e a cantar em altos berros o "Parabéns a você".

 

(a prova do crime)

 

Em suma, o meu irmão lá voltou para a mesa, as velas forma sopradas, mais um ano foi acrescentado e, no fim, deliciamo-nos com o bolo de chocolate com recheio de leite condensado e maltesers. Ainda pensei em trazer um bocadinho aqui para o blog para vocês provarem mas...os gulosos acabaram com o bolo sem que eu desse por isso...!